sexta-feira, 29 de junho de 2012
Feridas do Coração
Diz-Me, Minha filha, quem ousou ferir o teu coração? …desvenda-Me todas as feridas do teu coração. Eu as curarei, e o teu sofrimento se tornará fonte da tua santificação…( Santa Faustina -D. 1486)
Reflita...
"Quisera ser como a abelha que pousa na flor de cada livro, até tirar dele todo proveito. Quero que a leitura me abra sempre à oração e quero dizer-te sempre: 'Fala, Senhor, que teu servo escuta'." (Santo Afonso)
quinta-feira, 28 de junho de 2012
Passando a limpo a vida conjugal
O casal está sempre em estado de construção. De quando em vez é bom que marido e mulher examinem sua vida a dois. Há o casal, a vida familiar com os filhos, a vivência da espiritualidade conjugal e a vida do casal no mundo. Nesta nossa página da família queremos fazer algumas interrogações a respeito da vida conjugal, ou seja, da vida do casal.
Tudo passa inexoravelmente. O Eclesiastes já dizia que há um tempo para nascer e um tempo para morrer. Um dia o tempo do casal termina. Os casais mais idosos se preparam para a viuvez. Os novos têm a vida diante dos olhos. Marido e mulher são companheiros de uma viagem, peregrinos de um mesmo destino. Eles manifestam a Deus sua gratidão por tudo aquilo que foi acontecendo ao longo da caminhada: o encontro dos dois, a decisão do casamento, os filhos que chegaram, a coragem de terem superado tantas dificuldades, as cruzes que juntos acolheram e carregaram, as tantas alegrias vividas.
Fomos e somos responsáveis um pelo outro, com dez, vinte, trinta cinquenta anos de casamento. Responsáveis em parte, porque cada um é um mistério e no sacrário de sua consciência, assume sua história. Caminhamos a dois. Precisamos responder a certas perguntas fundamentais em prol do fortalecimento de nossa vida a dois.
• Nesses últimos tempos temos ouvido, percebido, auscultado as necessidades e anseios mais profundos do outro?
• Cada um é cada um. Como, no entanto, nossas vidas estão efetivamente se entrelaçando nesses últimos tempos? Ou vivemos vidas paralelas?
• Será que podemos enumerar aquilo que “devemos” um ao outro, o que fomos recebendo um do outro, ou dando um ao outro?
• Respeitamos uma certa autonomia do outro? Que significa, na verdade, respeitar a autonomia?
• Conseguimos chegar a um equilíbrio entre vida profissional, conjugal, social, religiosa? Há equilíbrio ou desequilíbrio?
• Que parte de nosso projeto conjugal e familiar já realizamos? Que acertos estão convidados a fazer, ou que reajustes precisam ser buscados?
• Somos um casal aberto aos outros? Somos dos outros? Acolhemos o que dos outros nos chega? Enriquecemo-nos com eles? Sabemos acolher os pais dos namorados e namoradas de nossos filhos?
• Nossas expressões de afetividade e nossos encontros sexuais são satisfatórios?
• Será que ainda temos feridas que não foram cicatrizadas e mágoas que não foram perdoadas?
Somos um casal cristão. Somos convidados a trilhar o caminho da santidade na vida a dois e familiar. A espiritualidade conjugal deveria nos ajudar.
• Como anda nossa vida de oração nesse momento de nossa história? Buscamos a Deus juntos?
• Amadurecemos na fé? Somos capazes de carregar juntos a cruz que nos é pedida?
• Temos tido uma efetiva vida de oração conjugal?
• Temos vivido adequada e seriamente os tempos litúrgicos?
• Há sintomas que de que estamos no caminho da santidade?
• Podemos dizer que somos um casal maduro no sentido mais amplo do termo?
• Podemos dizer que a missa dominical seja um acontecimento espiritual em nossa vida?
Para concluir esse balanço apenas três perguntas relativas à vida dos pais com os filhos:
• O que estamos fazendo de nossos filhos? Estamos satisfeitos com os resultados alcançados em nosso empenho educativo?
• São pessoas que pensam apenas no seu sucesso humano, amoroso, profissional, hedonista, individual? Ou fizemos deles pessoas abertas a outras pessoas?
• Será que conseguimos fazer de nossos filhos gente com sede e fome de Deus, com traços de Jesus, sequiosos de seguir o Mestre?
Frei Almir Ribeiro Guimarães
Tudo passa inexoravelmente. O Eclesiastes já dizia que há um tempo para nascer e um tempo para morrer. Um dia o tempo do casal termina. Os casais mais idosos se preparam para a viuvez. Os novos têm a vida diante dos olhos. Marido e mulher são companheiros de uma viagem, peregrinos de um mesmo destino. Eles manifestam a Deus sua gratidão por tudo aquilo que foi acontecendo ao longo da caminhada: o encontro dos dois, a decisão do casamento, os filhos que chegaram, a coragem de terem superado tantas dificuldades, as cruzes que juntos acolheram e carregaram, as tantas alegrias vividas.
Fomos e somos responsáveis um pelo outro, com dez, vinte, trinta cinquenta anos de casamento. Responsáveis em parte, porque cada um é um mistério e no sacrário de sua consciência, assume sua história. Caminhamos a dois. Precisamos responder a certas perguntas fundamentais em prol do fortalecimento de nossa vida a dois.
• Nesses últimos tempos temos ouvido, percebido, auscultado as necessidades e anseios mais profundos do outro?
• Cada um é cada um. Como, no entanto, nossas vidas estão efetivamente se entrelaçando nesses últimos tempos? Ou vivemos vidas paralelas?
• Será que podemos enumerar aquilo que “devemos” um ao outro, o que fomos recebendo um do outro, ou dando um ao outro?
• Respeitamos uma certa autonomia do outro? Que significa, na verdade, respeitar a autonomia?
• Conseguimos chegar a um equilíbrio entre vida profissional, conjugal, social, religiosa? Há equilíbrio ou desequilíbrio?
• Que parte de nosso projeto conjugal e familiar já realizamos? Que acertos estão convidados a fazer, ou que reajustes precisam ser buscados?
• Somos um casal aberto aos outros? Somos dos outros? Acolhemos o que dos outros nos chega? Enriquecemo-nos com eles? Sabemos acolher os pais dos namorados e namoradas de nossos filhos?
• Nossas expressões de afetividade e nossos encontros sexuais são satisfatórios?
• Será que ainda temos feridas que não foram cicatrizadas e mágoas que não foram perdoadas?
Somos um casal cristão. Somos convidados a trilhar o caminho da santidade na vida a dois e familiar. A espiritualidade conjugal deveria nos ajudar.
• Como anda nossa vida de oração nesse momento de nossa história? Buscamos a Deus juntos?
• Amadurecemos na fé? Somos capazes de carregar juntos a cruz que nos é pedida?
• Temos tido uma efetiva vida de oração conjugal?
• Temos vivido adequada e seriamente os tempos litúrgicos?
• Há sintomas que de que estamos no caminho da santidade?
• Podemos dizer que somos um casal maduro no sentido mais amplo do termo?
• Podemos dizer que a missa dominical seja um acontecimento espiritual em nossa vida?
Para concluir esse balanço apenas três perguntas relativas à vida dos pais com os filhos:
• O que estamos fazendo de nossos filhos? Estamos satisfeitos com os resultados alcançados em nosso empenho educativo?
• São pessoas que pensam apenas no seu sucesso humano, amoroso, profissional, hedonista, individual? Ou fizemos deles pessoas abertas a outras pessoas?
• Será que conseguimos fazer de nossos filhos gente com sede e fome de Deus, com traços de Jesus, sequiosos de seguir o Mestre?
Frei Almir Ribeiro Guimarães
domingo, 24 de junho de 2012
As formas de Oração - I
A benção e a adoração
A bênção exprime o movimento de fundo da oração; é o encontro de Deus e do homem; nela o dom de Deus e a acolhida do homem se chamam e se unem. A oração de bênção é a resposta do homem aos dons de Deus: uma vez que Deus abençoa, o coração do homem pode bendizer Aquele que é a fonte de toda bênção.
Duas formas fundamentais exprimem esse movimento da bênção: ora ela sobe, levada no Espírito Santo por Cristo ao Pai (nós o bendizemos por nos ter abençoado); ora ela implora a graça do Espírito Santo, que, por Cristo, desce de junto do Pai (é Ele que nos abençoa).
A adoração é a primeira atitude do homem que se reconhece criatura diante de seu Criador. Exalta a grandeza do Senhor que nos fez e a onipotência do Salvador que nos liberta do mal. É prosternação do Espírito diante do "Rei da glória" e o silêncio respeitoso diante do Deus "sempre maior". A adoração do Deus três vezes santo e sumamente amável nos enche de humildade e dá garantia a nossas súplicas. CIC 2626 a 2628
Manual das famílias felizes
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EFE Reportagens, 05/dez/2007 - Lar, doce lar? Às vezes as relações de
convivência estão mais próximas do vinagre que do açúcar e do afeto. Nenhuma
família é um recôndito de paz as 24 horas do dia. De fato, nenhum ambiente onde
convivam estreitamente dois ou mais seres humanos pode sê-lo, pelas diferentes
formas de se encarar a vida. No entanto, existem algumas formas de se preservar o afeto, a alegria e a satisfação nas relações mais intensas e ao mesmo tempo mais difíceis, mas também gratificantes e enriquecedoras que mantemos em nossa existência: as que temos com nossos parentes mais próximos. Na família convém não haver "vencedores ou vencidos", porque, segundo um velho provérbio, "a melhor vitória é aquela na qual ganham todos". A "chave mágica" para consegui-la tem três pilares: harmonia, equilíbrio e comunicação. - Trate seus parentes como amigos. Evite reservar sua parte mais sombria - suas queixas, cansaço, impaciência, maus momentos - para dedicá-la àqueles que mais ama. As relações familiares, assim como as existentes entre amigos, devem ser cultivadas e regadas com respeito, tolerância, demonstrações de afeto e alegria compartilhada. No início pode parecer um pouco difícil dizer o quanto se gosta de uma pessoa, com palavras ou por meio de pequenos gestos. - Desligue a televisão enquanto come. A telinha desempenha uma atração quase hipnótica, que em algumas ocasiões faz com que a vejamos como marionetes, sem nos importar com a programação. A menos que se trate de um programa interessante, é importante apagá-la e aproveitar esses momentos para brincar com seus filhos e o marido e mostrar ainda mais envolvimento na vida familiar. Não é melhor aproveitar quando todos estão à mesa para falar e compartilhar experiências ou sobre o que aconteceu ao longo do dia, em vez de todos assistirem à televisão como marionetes? - Preveja os momentos de irritação e mantenha a calma Em vez de deixar-se levar pela ira, pelo ego ferido ou outras justificativas mesquinhas, que te afastam da real importância de um determinado assunto, procure manter-se centrado na solução, com serenidade e firmeza. Se você percebe que está sendo levado pela impulsividade, pise no freio, respire profundamente e volta a buscar soluções e saídas, em vez de ficar obsessivo com o problema. Discutir "em família" as diferentes opções para se sair do atoleiro, é um exercício que dá resultados surpreendentes. - Peça perdão e tente entender Em todas as relações próximas e contínuas é fácil "ferir o outro", sem que depois desculpas ou pedidos de perdão bastem. É preciso colocar-se no lugar da outra pessoa para compreendê-la. - Alguns erros que todos devem evitar: Recorrer a agressões ou ameaças, revirar o passado, fazer promessas que não podem ser cumpridas, tentar solucionar a vida dos demais, falar em vez de ouvir, dizer as coisas por meio de terceiros, punir alguém por dizer a verdade, querer ter sempre a razão. Se você evitar esses comportamentos e atitudes, sua vida familiar começará a funcionar com menos conflitos e atritos. Por María Jesús Ribas. E F E - REPORTAGENS Publicado em Yahoo! Notícias http://br.noticias.yahoo.com/s/071205/48/gjhtbt.html |
quarta-feira, 13 de junho de 2012
Persistência
Persistir é insistir, é continuar, é não desistir.
Tenho buscado isso em meu dia a dia. Conheço e sei das minhas fraquezas, de quantas vezes querod esistir de tudo ou abandono tudo.
Se hoje acordei com ânimo para fazer meus afazeres, amanhã já desisto, já fico sem vontade.
Assim é nossa humanidade, assim são nossas lutas.
Dentro de mim uma voz ressoa e diz: continue, lute, não desista.Sei que um dia a vitória chegará para mim, hoje a minha parte é lutar contra mim mesmo, contra essas fraquezas que me fazem desistir até mesmo nas pequenas coisas. Não podemos desistir na metade do caminho, já dizia São Pio. Sigamos em frente.
Tenho buscado isso em meu dia a dia. Conheço e sei das minhas fraquezas, de quantas vezes querod esistir de tudo ou abandono tudo.
Se hoje acordei com ânimo para fazer meus afazeres, amanhã já desisto, já fico sem vontade.
Assim é nossa humanidade, assim são nossas lutas.
Dentro de mim uma voz ressoa e diz: continue, lute, não desista.Sei que um dia a vitória chegará para mim, hoje a minha parte é lutar contra mim mesmo, contra essas fraquezas que me fazem desistir até mesmo nas pequenas coisas. Não podemos desistir na metade do caminho, já dizia São Pio. Sigamos em frente.
Catequese de Bento XVI sobre a Oração - 13/06/2012
Queridos irmãos e irmãs,
O encontro cotidiano com o Senhor e a frequência aos Sacramentos permitem abrir nossa mente e nosso coração para Sua presença, a Sua palavra, a Sua ação. A oração não é somente o respiro da alma, mas para usar uma imagem, é também o oásis de paz no qual podemos tirar a água que alimenta nossa vida espiritual e transforma nossa existência.
E Deus nos atraia para si, nos faz subir a montanha da santidade, porque estamos sempre mais próximos a Ele, oferecendo-nos, ao longo do caminho, luzes e consolações. Esta é a experiência pessoal a qual São Paulo faz referência no capítulo 12 da Segunda Carta aos Coríntios, sobre a qual quero destacar hoje.
Diante de quem contesta a legitimidade do seu apostolado, ele não elenca as diversas comunidades que fundou, os quilômetros que percorreu; não se limita a recordar as dificuldades e as oposições que enfrentou para anunciar o Evangelho, mas fala sobre seu relacionamento com o Senhor, um relacionamento tão intenso a ser caracterizado também por momentos de êxtase e contemplação profunda (cfr 2 Cor 12,1); então ele não se vangloria daquilo que fez, da sua força, das suas atividades e sucessos, mas se vangloria das ações que Deus fez nele e por meio dele.
Com grande pudor, ele conta, de fato, o momento no qual viveu a experiência particular de ser raptado para os Céus de Deus. Ele recorda que quatorze anos antes do envio da Carta “foi arrebatado – assim diz – até o terceiro céu” (v. 2). Com a linguagem e os modos de quem conta aquilo que não se pode contar, São Paulo fala daquele fato ainda em terceira pessoa; afirma que um homem foi raptado até o “jardim” de Deus, o paraíso.
A contemplação é tão profunda e intensa que o Apóstolo não recorda nem mesmo os conteúdos das revelações recebidas, mas tem bem presente a data e as circunstâncias no qual o Senhor o agarrou totalmente, o traiu para Si, como fez sobre a estrada de Damasco no momento de sua conversão (cfr Fil 3,12).
São Paulo continua dizendo que justamente para não montar no orgulho pela grandeza das revelações recebidas, ele carrega consigo um “espinho”(2 Cor 12,7), um sofrimento, e suplica com força ao Ressuscitado para não ser lançado ao Maligno, para ser liberto do espinho doloroso na carne.
Por três vezes – ele relata – rezou insistentemente ao Senhor para afastá-lo desta prova. E é nesta situação que, na contemplação profunda de Deus, durante a qual “ouviu palavras afáveis, que não é permitido a nenhum homem repetir” (v. 4), recebe a resposta a sua súplica. O Ressuscitado lhe dirige uma palavra clara e reconfortante: “Basta-te minha graça, porque é na fraqueza que se revela totalmente a minha força” (v. 9).
O comentário de Paulo sobre estas palavras pode deixar-nos espantados, mas revela como ele compreendeu o que significa ser verdadeiramente apóstolo do Evangelho. Exclama, de fato, assim: “Portanto, prefiro gloriar-me das minhas fraquezas, para que habite em mim a força de Cristo. Eis por que sinto alegria nas fraquezas, nas afrontas, nas necessidades, nas perseguições, no profundo desgosto sofrido por amor a Cristo. Porque quando me sinto fraco, então é que sou forte” (vv. 9b-10), isto é não se vangloria das suas ações, mas das atividades de Cristo que age justamente em suas fraquezas.
Faremos, agora, um momento sobre este fato acontecido durante os anos em que São Paulo viveu no silêncio e na contemplação, antes de começar a percorrer o Ocidente para anunciar Cristo; porque esta atitude de profunda humildade e confiança diante das manifestações de Deus é fundamental também para nossa oração e para nossa vida, para nossa relação com Deus e com nossas fraquezas.
Antes de tudo, de quais fraquezas fala o Apóstolo? O que é este “espinho” na carne? Não o sabemos e não o diz, mas sua atitude faz compreender que cada dificuldade no seguimento de Cristo e no testemunho do Seu Evangelho pode ser superada abrindo-se com confiança às ações do Senhor.
São Paulo é bem consciente de ser um “servo inútil” (Lc 17,10) – não foi ele que me fez coisas grandes, foi o Senhor –, um “vaso de barro” (2 Cor 4,7), no qual Deus põe a riqueza e a potência de Sua Graça. Neste momento de intensa oração contemplativa, São Paulo compreende com clareza como enfrentar e viver cada evento, sobretudo o sofrimento, a dificuldade, a perseguição: no momento no qual se experimenta a própria fraqueza, se manifesta a potência de Deus, que não abandona, não nos deixa sozinhos, mas torna-se sustento e força.
Claro, Paulo teria preferido ser liberto deste “espinho”, deste sofrimento; mas Deus diz: “Não, isto é necessário para ti. Terás graça suficiente para resistir e para fazer aquilo que deve ser feito”. Isso vale também para nós. O Senhor não nos liberta dos males, mas nos ajuda a amadurecer nos sofrimentos, nas dificuldades, nas perseguições. A fé, então, nos diz que, se permanecemos em Deus “ainda que exteriormente se desconjunte nosso homem exterior, nosso interior renova-se dia após dia, juntamente nas provas” (cfr v. 16).
O Apóstolo comunica aos cristãos de Coríntios e também “a nossa presente tribulação, momentânea e ligeira, nos proporciona um peso eterno de glória incomensurável” (v. 17). Na realidade, humanamente falando, não era pouco o peso das dificuldades, era muito grande, mas em contrapartida com o amor de Deus, com a grandeza de ser amado por Deus, parece pouco, sabendo que a quantidade da glória será imensurável.
Então, na medida em que cresce nossa união com o Senhor, faz-se intensa a nossa oração, também nós caminhamos ao essencial e compreendemos que não é a potência dos nossos meios, das nossas virtudes, das nossas capacidades que realiza o Reino de Deus, mas é Deus que opera maravilhas justamente através da nossa fraqueza, da nossa inadequação à atribuição.
Devemos, então, ter a humildade de não confiar simplesmente em nós mesmos, mas de trabalhar, com a ajuda do Senhor, na vinha do Senhor, confiando-nos a Ele como frágeis “vasos de barro”.
São Paulo faz referência a duas particulares revelações que mudaram radicalmente sua vida. A primeira – sabemos – é a pergunta feita sobre a estrada de Damasco: “Saulo, Saulo, porque me persegues? (At 9,4), pergunta que o levou a entender e encontrar Cristo vivo e presente, e a sentir seu chamado a ser apóstolo do Evangelho.
A segunda, são as palavras que o Senhor lhe dirigiu na experiência de oração contemplativa sobre o qual estamos refletindo “Basta-te minha graça, porque é na fraqueza que se revela totalmente a minha força”. Somente a fé, a confiança nas ações de Deus, na bondade de Deus que não nos abandona, é que a garantia de não trabalhar em vão.
Assim, a Graça do Senhor foi a força que acompanhou São Paulo nos tremendos esforços para difundir o Evangelho e o seu coração entrou no coração de Cristo, tornando capaz de conduzir os outros em direção Àquele que morreu e ressuscitou por nós.
Na oração, nós abrimos, então, a nossa alma ao Senhor a fim que Ele venha habitar em nossa fraqueza, transformando-a em força para o Evangelho. E é rico o significado também do verbo grego com o qual Paulo descreve esta moradia do Senhor em sua frágil humanidade; usa ‘episkenoo’, que podemos entender como “montar a própria tenda”. O Senhor continua a montar Sua tenda em nós, em meio a nós: é o Mistério da Encarnação. O mesmo Verbo divino, que veio habitar em nossa humanidade, quer habitar em nós, montar em nós Sua tenda, para iluminar e transformar a nossa vida e o mundo.
A intensa contemplação de Deus experimentada por São Paulo faz referência àquela dos discípulos sobre o Monte Tabor, quando vendo Jesus transfigurar-se e resplandecer de luz, Pedro lhe diz: “Mestre, é bom para nós estarmos aqui; faremos três tendas: uma para ti, outra para Moisés e outras para Elias” (Mc 9,5). “Não sabia o que falava, porque estavam sobremaneira atemorizados”, acrescenta São Marcos (v. 6).
Contemplar o Senhor é, ao mesmo tempo, fascinante e algo tremendo: fascinante porque Ele nos atrai para si e rouba nosso coração em direção ao alto, levando-o para as Altura onde experimentamos a paz, a beleza do Seu amor; tremendo porque expõe nossa fragilidade humana, nossa inadequação, o esforço de vencer o Maligno que ameaça nossas vidas, aquele espinho preso ainda em nossa carne.
Na oração, na contemplação cotidiana do Senhor, nós recebemos a força do amor de Deus e sentimos que são verdadeiras as palavras de São Paulo aos cristãos de Roma, aos quais escreveu: “Pois estou persuadido de que nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem o presente, nem o futuro, nem as potestades, nem as alturas, nem os abismos, nem outra qualquer criatura nos poderá apartar do amor que Deus nos testemunha em Cristo Jesus, nosso Senhor” (Rm 8,38-39).
Num mundo em que corremos o risco de confiar somente na eficiência e na potência dos meios humanos, neste mundo somos chamados a redescobrir e testemunhar a potência de Deus que nos comunica na oração, com a qual crescemos cada dia no conformar a nossa vida àquela de Cristo, o qual – como afirma – “foi crucificado por fraqueza, mas está vivi pelo poder de Deus.Também nós somos fracos nele, mas com ele vivemos, pelo poder de Deus para atuar entre nós” (2 Cor 13,4).
Queridos amigos, no século passado, Albert Schweitzer, teólogo protestante e prêmio Nobel da paz, afirmou que “Paulo é um místico e nada mais que um místico”, isto é um homem realmente apaixonado por Cristo e assim unido a ele, para poder dizer: Cristo vive em mim. A mística de São Paulo não se funda somente sobre eventos excepcionais por ele vividos, mas também no cotidiano e intenso relacionamento com o Senhor que sempre o sustentou com Sua Graça.
A mística jamais se afastou da realidade, ao contrário, lhe deu a força para viver cada dia por Cristo e para construir a Igreja até o fim do mundo e daquele tempo. A união com Deus não afasta do mundo, mas nos dá a força para permanecer realmente no mundo, para fazer aquilo que deve ser feito no mundo.
Também em nossa vida de oração podemos, então, ter momentos de particular intensidade, talvez, no qual sentimos mais viva a presença do Senhor, mas é importante a constância, a fidelidade no relacionamento com Deus, sobretudo nas situações de aridez, de dificuldade, de sofrimento, de aparente ausência de Deus. Somente se nos sentirmos agarrados pelo amor de Cristo, seremos capazes de enfrentar qualquer adversidade, como Paulo, convictos que tudo podemos Naquele que nos fortalece (cfr Fil 4,13).
Então, quanto mais damos espaço à oração, mais veremos que a nossa vida se transformará e será animada pela força concreta do amor de Deus. Assim aconteceu, por exemplo, com a beata Madre Teresa de Calcutá, que na contemplação de Jesus e mesmo em tempo de longa aridez, encontrava a última razão e a força inacreditável para reconhecê-Lo nos pobres e nos abandonados, apesar de sua frágil figura.
A contemplação de Cristo na nossa vida não nos aliena – como já disse – da realidade, mas nos torna ainda mais participantes das questões humanas, porque o Senhor, atraindo-nos para Si na oração, nos permite fazer-nos presentes e próximos de cada irmão no seu amor. Obrigado.
O encontro cotidiano com o Senhor e a frequência aos Sacramentos permitem abrir nossa mente e nosso coração para Sua presença, a Sua palavra, a Sua ação. A oração não é somente o respiro da alma, mas para usar uma imagem, é também o oásis de paz no qual podemos tirar a água que alimenta nossa vida espiritual e transforma nossa existência.
E Deus nos atraia para si, nos faz subir a montanha da santidade, porque estamos sempre mais próximos a Ele, oferecendo-nos, ao longo do caminho, luzes e consolações. Esta é a experiência pessoal a qual São Paulo faz referência no capítulo 12 da Segunda Carta aos Coríntios, sobre a qual quero destacar hoje.
Diante de quem contesta a legitimidade do seu apostolado, ele não elenca as diversas comunidades que fundou, os quilômetros que percorreu; não se limita a recordar as dificuldades e as oposições que enfrentou para anunciar o Evangelho, mas fala sobre seu relacionamento com o Senhor, um relacionamento tão intenso a ser caracterizado também por momentos de êxtase e contemplação profunda (cfr 2 Cor 12,1); então ele não se vangloria daquilo que fez, da sua força, das suas atividades e sucessos, mas se vangloria das ações que Deus fez nele e por meio dele.
Com grande pudor, ele conta, de fato, o momento no qual viveu a experiência particular de ser raptado para os Céus de Deus. Ele recorda que quatorze anos antes do envio da Carta “foi arrebatado – assim diz – até o terceiro céu” (v. 2). Com a linguagem e os modos de quem conta aquilo que não se pode contar, São Paulo fala daquele fato ainda em terceira pessoa; afirma que um homem foi raptado até o “jardim” de Deus, o paraíso.
A contemplação é tão profunda e intensa que o Apóstolo não recorda nem mesmo os conteúdos das revelações recebidas, mas tem bem presente a data e as circunstâncias no qual o Senhor o agarrou totalmente, o traiu para Si, como fez sobre a estrada de Damasco no momento de sua conversão (cfr Fil 3,12).
São Paulo continua dizendo que justamente para não montar no orgulho pela grandeza das revelações recebidas, ele carrega consigo um “espinho”(2 Cor 12,7), um sofrimento, e suplica com força ao Ressuscitado para não ser lançado ao Maligno, para ser liberto do espinho doloroso na carne.
Por três vezes – ele relata – rezou insistentemente ao Senhor para afastá-lo desta prova. E é nesta situação que, na contemplação profunda de Deus, durante a qual “ouviu palavras afáveis, que não é permitido a nenhum homem repetir” (v. 4), recebe a resposta a sua súplica. O Ressuscitado lhe dirige uma palavra clara e reconfortante: “Basta-te minha graça, porque é na fraqueza que se revela totalmente a minha força” (v. 9).
O comentário de Paulo sobre estas palavras pode deixar-nos espantados, mas revela como ele compreendeu o que significa ser verdadeiramente apóstolo do Evangelho. Exclama, de fato, assim: “Portanto, prefiro gloriar-me das minhas fraquezas, para que habite em mim a força de Cristo. Eis por que sinto alegria nas fraquezas, nas afrontas, nas necessidades, nas perseguições, no profundo desgosto sofrido por amor a Cristo. Porque quando me sinto fraco, então é que sou forte” (vv. 9b-10), isto é não se vangloria das suas ações, mas das atividades de Cristo que age justamente em suas fraquezas.
Faremos, agora, um momento sobre este fato acontecido durante os anos em que São Paulo viveu no silêncio e na contemplação, antes de começar a percorrer o Ocidente para anunciar Cristo; porque esta atitude de profunda humildade e confiança diante das manifestações de Deus é fundamental também para nossa oração e para nossa vida, para nossa relação com Deus e com nossas fraquezas.
Antes de tudo, de quais fraquezas fala o Apóstolo? O que é este “espinho” na carne? Não o sabemos e não o diz, mas sua atitude faz compreender que cada dificuldade no seguimento de Cristo e no testemunho do Seu Evangelho pode ser superada abrindo-se com confiança às ações do Senhor.
São Paulo é bem consciente de ser um “servo inútil” (Lc 17,10) – não foi ele que me fez coisas grandes, foi o Senhor –, um “vaso de barro” (2 Cor 4,7), no qual Deus põe a riqueza e a potência de Sua Graça. Neste momento de intensa oração contemplativa, São Paulo compreende com clareza como enfrentar e viver cada evento, sobretudo o sofrimento, a dificuldade, a perseguição: no momento no qual se experimenta a própria fraqueza, se manifesta a potência de Deus, que não abandona, não nos deixa sozinhos, mas torna-se sustento e força.
Claro, Paulo teria preferido ser liberto deste “espinho”, deste sofrimento; mas Deus diz: “Não, isto é necessário para ti. Terás graça suficiente para resistir e para fazer aquilo que deve ser feito”. Isso vale também para nós. O Senhor não nos liberta dos males, mas nos ajuda a amadurecer nos sofrimentos, nas dificuldades, nas perseguições. A fé, então, nos diz que, se permanecemos em Deus “ainda que exteriormente se desconjunte nosso homem exterior, nosso interior renova-se dia após dia, juntamente nas provas” (cfr v. 16).
O Apóstolo comunica aos cristãos de Coríntios e também “a nossa presente tribulação, momentânea e ligeira, nos proporciona um peso eterno de glória incomensurável” (v. 17). Na realidade, humanamente falando, não era pouco o peso das dificuldades, era muito grande, mas em contrapartida com o amor de Deus, com a grandeza de ser amado por Deus, parece pouco, sabendo que a quantidade da glória será imensurável.
Então, na medida em que cresce nossa união com o Senhor, faz-se intensa a nossa oração, também nós caminhamos ao essencial e compreendemos que não é a potência dos nossos meios, das nossas virtudes, das nossas capacidades que realiza o Reino de Deus, mas é Deus que opera maravilhas justamente através da nossa fraqueza, da nossa inadequação à atribuição.
Devemos, então, ter a humildade de não confiar simplesmente em nós mesmos, mas de trabalhar, com a ajuda do Senhor, na vinha do Senhor, confiando-nos a Ele como frágeis “vasos de barro”.
São Paulo faz referência a duas particulares revelações que mudaram radicalmente sua vida. A primeira – sabemos – é a pergunta feita sobre a estrada de Damasco: “Saulo, Saulo, porque me persegues? (At 9,4), pergunta que o levou a entender e encontrar Cristo vivo e presente, e a sentir seu chamado a ser apóstolo do Evangelho.
A segunda, são as palavras que o Senhor lhe dirigiu na experiência de oração contemplativa sobre o qual estamos refletindo “Basta-te minha graça, porque é na fraqueza que se revela totalmente a minha força”. Somente a fé, a confiança nas ações de Deus, na bondade de Deus que não nos abandona, é que a garantia de não trabalhar em vão.
Assim, a Graça do Senhor foi a força que acompanhou São Paulo nos tremendos esforços para difundir o Evangelho e o seu coração entrou no coração de Cristo, tornando capaz de conduzir os outros em direção Àquele que morreu e ressuscitou por nós.
Na oração, nós abrimos, então, a nossa alma ao Senhor a fim que Ele venha habitar em nossa fraqueza, transformando-a em força para o Evangelho. E é rico o significado também do verbo grego com o qual Paulo descreve esta moradia do Senhor em sua frágil humanidade; usa ‘episkenoo’, que podemos entender como “montar a própria tenda”. O Senhor continua a montar Sua tenda em nós, em meio a nós: é o Mistério da Encarnação. O mesmo Verbo divino, que veio habitar em nossa humanidade, quer habitar em nós, montar em nós Sua tenda, para iluminar e transformar a nossa vida e o mundo.
A intensa contemplação de Deus experimentada por São Paulo faz referência àquela dos discípulos sobre o Monte Tabor, quando vendo Jesus transfigurar-se e resplandecer de luz, Pedro lhe diz: “Mestre, é bom para nós estarmos aqui; faremos três tendas: uma para ti, outra para Moisés e outras para Elias” (Mc 9,5). “Não sabia o que falava, porque estavam sobremaneira atemorizados”, acrescenta São Marcos (v. 6).
Contemplar o Senhor é, ao mesmo tempo, fascinante e algo tremendo: fascinante porque Ele nos atrai para si e rouba nosso coração em direção ao alto, levando-o para as Altura onde experimentamos a paz, a beleza do Seu amor; tremendo porque expõe nossa fragilidade humana, nossa inadequação, o esforço de vencer o Maligno que ameaça nossas vidas, aquele espinho preso ainda em nossa carne.
Na oração, na contemplação cotidiana do Senhor, nós recebemos a força do amor de Deus e sentimos que são verdadeiras as palavras de São Paulo aos cristãos de Roma, aos quais escreveu: “Pois estou persuadido de que nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem o presente, nem o futuro, nem as potestades, nem as alturas, nem os abismos, nem outra qualquer criatura nos poderá apartar do amor que Deus nos testemunha em Cristo Jesus, nosso Senhor” (Rm 8,38-39).
Num mundo em que corremos o risco de confiar somente na eficiência e na potência dos meios humanos, neste mundo somos chamados a redescobrir e testemunhar a potência de Deus que nos comunica na oração, com a qual crescemos cada dia no conformar a nossa vida àquela de Cristo, o qual – como afirma – “foi crucificado por fraqueza, mas está vivi pelo poder de Deus.Também nós somos fracos nele, mas com ele vivemos, pelo poder de Deus para atuar entre nós” (2 Cor 13,4).
Queridos amigos, no século passado, Albert Schweitzer, teólogo protestante e prêmio Nobel da paz, afirmou que “Paulo é um místico e nada mais que um místico”, isto é um homem realmente apaixonado por Cristo e assim unido a ele, para poder dizer: Cristo vive em mim. A mística de São Paulo não se funda somente sobre eventos excepcionais por ele vividos, mas também no cotidiano e intenso relacionamento com o Senhor que sempre o sustentou com Sua Graça.
A mística jamais se afastou da realidade, ao contrário, lhe deu a força para viver cada dia por Cristo e para construir a Igreja até o fim do mundo e daquele tempo. A união com Deus não afasta do mundo, mas nos dá a força para permanecer realmente no mundo, para fazer aquilo que deve ser feito no mundo.
Também em nossa vida de oração podemos, então, ter momentos de particular intensidade, talvez, no qual sentimos mais viva a presença do Senhor, mas é importante a constância, a fidelidade no relacionamento com Deus, sobretudo nas situações de aridez, de dificuldade, de sofrimento, de aparente ausência de Deus. Somente se nos sentirmos agarrados pelo amor de Cristo, seremos capazes de enfrentar qualquer adversidade, como Paulo, convictos que tudo podemos Naquele que nos fortalece (cfr Fil 4,13).
Então, quanto mais damos espaço à oração, mais veremos que a nossa vida se transformará e será animada pela força concreta do amor de Deus. Assim aconteceu, por exemplo, com a beata Madre Teresa de Calcutá, que na contemplação de Jesus e mesmo em tempo de longa aridez, encontrava a última razão e a força inacreditável para reconhecê-Lo nos pobres e nos abandonados, apesar de sua frágil figura.
A contemplação de Cristo na nossa vida não nos aliena – como já disse – da realidade, mas nos torna ainda mais participantes das questões humanas, porque o Senhor, atraindo-nos para Si na oração, nos permite fazer-nos presentes e próximos de cada irmão no seu amor. Obrigado.
terça-feira, 5 de junho de 2012
A auto suficiência
No mundo da ciência e da tecnologia, a palavra de ordem que comanda é a “perfeição”, a alta definição. Acontece que isto não satisfaz às exigências dos seus destinatários, isto é, a realização da felicidade da realidade social. As pessoas não têm sido mais felizes por isto. É sinal de que algo não está totalmente certo e perfeito.
De outro lado, temos os indicativos precisos da Palavra de Deus. Jesus convida as pessoas para que deixem a arrogância, a auto-suficiência, o querer ocupar os primeiros lugares e o ser melhor do que os outros. A forma de ser feliz passa por outros caminhos, pela prática da sabedoria e da gratuidade.
Não podemos nos conformar com uma cultura de “qualidade total” no seu instrumental de ação deixando na marginalidade os pobres, os aleijados, os coxos, os cegos e desvalidos de hoje. Um tempo de prosperidade e de desenvolvimento não pode ser excludente a ponto de privilegiar alguns e não levar em conta a maioria da população.
Um mundo de igualdade, apesar dos direitos individuais adquiridos honestamente, leva a superar as desigualdades e a competição social que existe. Não é fácil entender e praticar a proposta do Evangelho quando diz que “o primeiro é aquele que serve, o maior é o último”. Nestas atitudes estão os autênticos valores para o cristão.
A sociedade capitalista vive num intercâmbio de favores. Ela negocia com quem é capaz de competir, deixando de lado o valor da gratuidade, do perdão a quem não pode pagar e da realidade do pobre. Esses últimos não têm lugar à mesa da classe abastarda e privilegiada na posse de bens materiais.
O importante é viver com sabedoria, confiante em Deus e na humildade de coração. O afeto das pessoas e de Deus se conquista com os gestos simples de humildade, muito mais do que com presentes valiosos, mas sem a força do amor e da espiritualidade. Isto significa que os mistérios de Deus são revelados aos simples e não aos orgulhosos e auto-suficientes.
Escrito por Dom Paulo Mendes Peixoto
Dar a Deus o que é de Deus e a Cesar o que é de Cesar
"Naquele tempo, 13as autoridades mandaram alguns fariseus e alguns partidários de Herodes, para apanharem Jesus em alguma palavra. 14Quando chegaram, disseram a Jesus: “Mestre, sabemos que tu és verdadeiro, e não dás preferência a ninguém. Com efeito, tu não olhas para as aparências do homem, mas ensinas, com verdade, o caminho de Deus. Dize-nos: É lícito ou não pagar o imposto a César? Devemos pagar ou não?”
15Jesus percebeu a hipocrisia deles, e respondeu: “Por que me tentais? Trazei-me uma moeda para que eu a veja”. 16Eles levaram a moeda, e Jesus perguntou: “De quem é a figura e inscrição que estão nessa moeda?” Eles responderam: “De César”.
17Então Jesus disse: “Dai, pois, a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus”. E eles ficaram admirados com Jesus." Mc 12, 13-17
Neste trecho do Evangelho Jesus nos ensina sobre a justiça, sobre dar a Deus o que é de Deus e a Cesar, que podemos dizer, dar ao "mundo" o que pertence a este mundo.
Sejamos justos nas nossas responsabilidades diante deste mundo, em pagar nossas contas, impostos, etc.
Também nos fala de sermos justos em relação a Deus, em Seus dons dados a nós, no dízimo, na ajuda aos que sofrem, a Igreja, etc.
Exerçamos a justiça em todas as nossas ações, demos a Deus o que pertence a Ele, e vivamos no mundo como homens e mulheres justos em todo seu proceder.
15Jesus percebeu a hipocrisia deles, e respondeu: “Por que me tentais? Trazei-me uma moeda para que eu a veja”. 16Eles levaram a moeda, e Jesus perguntou: “De quem é a figura e inscrição que estão nessa moeda?” Eles responderam: “De César”.
17Então Jesus disse: “Dai, pois, a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus”. E eles ficaram admirados com Jesus." Mc 12, 13-17
Neste trecho do Evangelho Jesus nos ensina sobre a justiça, sobre dar a Deus o que é de Deus e a Cesar, que podemos dizer, dar ao "mundo" o que pertence a este mundo.
Sejamos justos nas nossas responsabilidades diante deste mundo, em pagar nossas contas, impostos, etc.
Também nos fala de sermos justos em relação a Deus, em Seus dons dados a nós, no dízimo, na ajuda aos que sofrem, a Igreja, etc.
Exerçamos a justiça em todas as nossas ações, demos a Deus o que pertence a Ele, e vivamos no mundo como homens e mulheres justos em todo seu proceder.
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