quinta-feira, 30 de junho de 2011

Ladainha do Sagrado Coração de Jesus

Senhor, tende piedade de nós.
Jesus Cristo, tende piedade de nós.
Senhor, tende piedade de nós.
Jesus Cristo, ouvi-nos.
Jesus Cristo, atendei-nos.
Deus Pai dos céus,.
Deus Filho, Redentor do mundo.
Deus Espírito Santo,.
Santíssima Trindade, que sois um só Deus,.
Coração de Jesus, Filho do Pai Eterno,.
Coração de Jesus, formado pelo Espírito Santo no seio da Virgem Mãe,
Coração de Jesus, unido substancialmente ao Verbo de Deus,
Coração de Jesus, de majestade infinita,
Coração de Jesus, templo santo de Deus,
Coração de Jesus, tabernáculo do Altíssimo,
Coração de Jesus, casa de Deus e porta do céu,
Coração de Jesus, fornalha ardente de caridade,
Coração de Jesus, receptáculo de justiça e de amor,
Coração de Jesus, cheio de bondade e de amor,
Coração de Jesus, abismo de todas as virtudes,
Coração de Jesus, digníssimo de todo o louvor,
Coração de Jesus, rei e centro de todos os corações,
Coração de Jesus, no qual estão os tesouros da sabedoria e da ciência,
Coração de Jesus, no qual habita toda a plenitude da divindade,
Coração de Jesus, no qual o Pai pôs as Suas complacências,
Coração de Jesus, de cuja plenitude todos nós recebemos,
Coração de Jesus, desejo das colinas eternas,
Coração de Jesus, paciente e de muita misericórdia,
Coração de Jesus, rico para todos os que Vos invocam,
Coração de Jesus, fonte de vida e de santidade,
Coração de Jesus, propiciação pelos nossos pecados,
Coração de Jesus, saturado de opróbrios,
Coração de Jesus, esmagado pelos nossos pecados,
Coração de Jesus, feito obediente até a morte,
Coração de Jesus, atravessado pela lança,
Coração de Jesus, fonte de toda a consolação,
Coração de Jesus, nossa vida e ressurreição,
Coração de Jesus, nossa paz e reconciliação,
Coração de Jesus, vítima dos pecadores,
Coração de Jesus, salvação dos que esperam em Vós,
Coração de Jesus, esperança dos que morrem em Vós,
Coração de Jesus, delícia de todos os santos,
Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, perdoai-nos, Senhor,
Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, ouvi-nos, Senhor,
Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo,
V. Jesus, manso e humilde de coração.
R. Fazei nosso coração semelhante ao vosso.
Oremos: Deus onipotente e eterno, olhai para o Coração de vosso Filho diletíssimo e para os louvores e as satisfações que ele, em nome dos pecadores, vos tributa; e aos que imploram a vossa misericórdia concedei benigno o perdão, em nome de vosso mesmo Filho Jesus Cristo, que convosco vive e reina, em união com o Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos. Amém.
(Aprovada por Leão XIII a 2 de abril de 1899)

Vinde a Mim...

"Vinde a mim todos vós que estais cansados e fatigados sob o peso dos vossos fardos, e eu vos darei descanso. Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim, porque sou manso e humilde­ de coração, e vós encon­trareis descanso. Pois o meu jugo é suave e o meu fardo é leve”.
 Mateus 11, 25-30


No Coração de Jesus é nosso lugar de descanso. Quando a vida nos parecer dificil, quando ao nosso redor tudo estiver pesado, é o momento de voltarmos ao Coração que tanto nos ama e nos quer felizes. O Coraçãod e Jesus é repouso no cansaço, consolo na dor, alegria na tristeza, refúgio nas tempestades. Ele é manso e humilde, todos podem achegar-se a Ele. Este Coração sempre está a espera de cada um de nós.

Reflita...



"Nada acontece que Deus não tenha previsto desde toda a eternidade..."
Santa Teresinha do Menino Jesus

Terço da Misericórdia

Primeiro dirás o 'Pai Nosso', a 'Ave Maria' e o 'Credo'. Depois, nas contas do pai nosso, dirás as seguintes palavras:
'Eterno pai, eu vos ofereço o corpo e sangue, alma e divindade de vosso diletíssimo filho, em expiação dos nossos pecados e do mundo inteiro'.

nas contas da Ave-Maria rezarás as seguintes palavras:
'Pela sua dolorosa paixão, tende misericórdia de nós e do mundo inteiro'.

No fim, rezarás 3vezes estas palavras:
'Deus santo, Deus forte, Deus imortal, tende piedade de nós e do mundo inteiro'. (D. 476)


Promessas referentes ao terço:
As almas que rezarem este Terço serão envolvidas pela Minha Misericórdia, durante a sua vida e, de modo particular, na hora da morte.(D. 754) Pela recitação deste Terço, agrada-me dar tudo o que Me peçam. Quando os pecadores empedernidos o recitarem, encherei de paz as suas almas, e a hora da morte deles será feliz. (D. 1541)

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Lembranças...

Tem dias que acordamos com muitas lembranças de nossa vida e sentimos saudades de tudo o que vivemos. Nesses momentos, só a gratidão à Deus por ter-nos permitido essas boas lembranças faz com que nosso coração se aquiete e fique contente.
As vezes temos vontade de retornar ao passado e viver tudo novamente, e também em certas lembranças, desejamos poder fazer tudo diferente.
Lembrar com carinho e saudade do que se passou é bom e importante, mas viver do passado é algo que nos paralisa, não nos faz seguir em frente.
Sejamos assim, gratos pelo que vivemos de bom, e gratos por termos passado por coisas ruins e estarmos em pé, como verdadeiros guerreiros.

Quem é esse Deus - Missionário Shalom

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Catequese de Bento XVIO sobre a Oração.

CATEQUESE
Praça de São Pedro
Quarta-feira, 15 de junho de 2011

Queridos irmãos e irmãs,

na história religiosa do Israel antigo, grande relevância tiveram os profetas com os seus ensinamentos e pregação. Entre esses, emerge a figura de Elias, suscitado por Deus para levar o povo à conversão. O seu nome significa "o Senhor é o meu Deus" e é de acordo com esse nome que vive sua vida, toda consagrada a provocar no povo o reconhecimento do Senhor como único Deus. De Elias, o Eclesiástico diz: "Suas palavras queimavam como uma tocha ardente. Elias, o profeta, levantou-se em breve como um fogo" (Eclo 48,1). Com essa chama, Israel reencontrava o seu caminho rumo a Deus. No seu ministério, Elias reza: invoca o Senhor para que dê novamente a vida ao filho de uma viúva que o havia hospedado (cf. 1Re 17,17-24), brada a Deus o seu cansaço e a sua angústia enquanto foge para o deserto, prometido de morte pela rainha Jezabel (cf. 1Re 19,1-4), mas é sobretudo sobre o Monte Carmelo que se mostra em todo o seu poder de intercessor quando, diante de todo o Israel, reza ao Senhor para que se manifeste e converta o coração do povo. É o episódio narrado no capítulo 18 do Primeiro Livro dos Reis, sobre o qual hoje nos detemos.

Encontramo-nos no reino do Norte, no IX século a.C., no tempo do rei Acab, em um momento em que em Israel se havia criado uma situação de aberto sincretismo. Ao lado do Senhor, o povo também adorava Baal, o ídolo tranquilizador do qual se acreditava que viesse o dom da chuva e ao qual, por isso, atribuía-se o poder de dar fertilidade aos campos e vida aos homens e ao gado. Ainda que pretendendo seguir o Senhor, Deus invisível e misterioso, o povo buscava segurança também em um deus compreensível e previsível, do qual pensava poder obter fecundidade e prosperidade em troca de sacrifícios. Israel estava cedendo à sedução da idolatria, a contínua tentação do fiel, iludindo-se em poder "servir a dois senhores" (cf. Mt 6,24; Lc 16,13), e de facilitar os caminhos impenetráveis da fé no Onipotente recolocando a própria confiança também em um deus impotente feito pelos homens.

É exatamente para desmascarar a insensatez enganadora de tal atitude que Elias faz o povo se reunir sobre o Monte Carmelo e o coloca diante da necessidade de fazer uma escolha: "Se o Senhor é Deus, segui-o, mas se é Baal, segui a Baal" (1Re 18, 21). E o profeta, portador do amor de Deus, não deixa somente a sua gente diante daquela escolha, mas ajuda-a, indicando o sinal que revelará a verdade: tanto ele quanto os profetas de Baal preparam um sacrifício e rezam, e o verdadeiro Deus se manifestará respondendo com o fogo que consumirá a oferenda. Começa assim o confronto entre o profeta Elias e os seguidores de Baal, que, na realidade, é entre o Senhor de Israel, Deus de salvação e vida, e o ídolo mudo e sem consistência, que nada pode fazer, nem o bem nem o mal (cf. Jer 10,5). E inicia também o confronto entre dois modos completamente distintos de dirigir-se a Deus para rezar.

Os profetas de Baal, de fato, gritam, agitam-se, dançam saltando, entram em um estado de exaltação, chegando a fazer incisões sobre o corpo, "com espadas e lanças, até banhar-se todos de sangue" (1Re 18,28). Esses recorrem a si mesmos para interpelar o seu deus, confiando em suas próprias capacidades para provocar a resposta. Revela-se assim a realidade enganatória do ídolo: esse é pensado pelo homem como algo de que se pode dispor, que se pode gerir com as próprias forças, ao qual se pode chegar a partir de si mesmos e da própria força vital. A adoração do ídolo, ao invés de abrir o coração humano à Alteridade, a uma relação libertadora que permita sair do espaço estreito do próprio egoísmo para chega a dimensões de amor e dom recíproco, fecha a pessoa no círculo exclusivo e desesperador da busca de si. E o engano é tal que, adorando o ídolo, o homem se encontra forçado a ações extremas, na ilusória tentativa de submetê-lo á própria vontade. Por isso os profetas de Baal chegam ao ponto de provocar mal a si mesmos, a infligir-se feridas sobre o corpo, em um gesto dramaticamente irônico: para ter uma resposta, um sinal de vida do seu deus, esses se cobrem de sangue, cobrindo-se simbolicamente de morte.

Muito mais atitude de oração, ao contrário, é aquela de Elias. Ele pede ao povo para que se aproxime, envolvendo-o assim na sua ação e na sua súplica. O objetivo do desafio por ele lançado aos profetas de Baal era o de reportar a Deus o povo que havia se perdido seguindo os ídolos; por isso ele deseja que Israel se una a ele, tornando-se participante e protagonista da sua oração e do quanto está acontecendo. Depois o profeta erige um altar, utilizando, como recita o texto, "doze pedras, segundo o número das doze tribos saídas dos filhos de Jacó, a quem o Senhor dissera: 'Tu te chamarás Israel'" (v. 31). Aquelas pedras representam todo o Israel e são a memória tangível da história da eleição, da predileção e da salvação da qual o povo era objeto. O gesto litúrgico de Elias tem uma importância decisiva; o altar é o lugar sagrado que indica a presença do Senhor, mas aquelas pedras que o compõem representam o povo, que agora, pela mediação do profeta, está simbolicamente colocado diante de Deus, torna-se "altar", lugar de oferta e de sacrifício.

Mas é necessário que o símbolo torne-se realidade, que Israel reconheça o verdadeiro Deus e reencontre a própria identidade de povo do Senhor. Por isso Elias pede a Deus que se manifeste, e aquelas doze pedras que deviam recordar a Israel a sua verdade servem também para recordar o Senhor de sua fidelidade, à qual o profeta apela na oração. As palavras da sua invocação são densas de significado e de fé: "Senhor, Deus de Abraão, de Isaac e de Israel, saibam todos hoje que sois o Deus de Israel, que eu sou vosso servo e que por vossa ordem fiz todas estas coisas. Ouvi-me, Senhor, ouvi-me: que este povo reconheça que vós, Senhor, sois Deus, e que sois vós que converteis os seus corações!" (vv. 36-37; cf. Gen 32, 36-37). Elias dirige-se ao Senhor chamando-o Deus dos Pais, fazendo assim implícita memória das promessas divinas e da história de eleição e de aliança que indissoluvelmente uniu o Senhor ao seu povo. O envolvimento de Deus na história dos homens é tal que também o seu Nome está inseparavelmente conectado àquela dos Patriarcas e o profeta pronuncia aquele Nome santo para que Deus recorde e se mostre fiel, mas também para que Israel se sinta chamado pelo nome e reencontre a sua fidelidade. O título divino pronunciado por Elias parece de fato um pouco surpreendente. Ao invés de usar a fórmula habitual, "Deus de Abraão, de Isaac e de Jacó", ele utiliza um apelativo menos comum: "Deus de Abraão, de Isaac e de Israel". A substituição do nome "Jacó" por "Israel" evoca a luta de Jacó às margens do Yabboq com a mudança do nome ao qual o narrador faz explícita referência (cf. Gen 32,31) e da qual falei em uma das catequeses passadas. Tal substituição adquire uma importância significativa dentro da invocação de Elias. O profeta está rezando pelo povo do reino do Norte, que se chamava de fato Israel, distinto de Judá, que indicava o reino do Sul. E agora, esse povo, que parece ter esquecido a própria origem e o próprio relacionamento privilegiado com o Senhor, se ouve chamar pelo nome enquanto é pronunciado o Nome de Deus, Deus do Patriarca e Deus do povo: "Senhor, Deus […] de Israel, hoje se saiba que tu és Deus em Israel".

O povo pelo qual Elias reza é colocado diante da própria verdade, e o profeta pede que também a verdade do Senhor manifeste-se e que Ele intervenha para converter Israel, tirando-o da idolatria e levando-o assim à salvação. O seu pedido é que o povo finalmente saiba, conheça em plenitude quem verdadeiramente é o seu Deus, e faça a escolha decisiva de seguir a Ele somente, o verdadeiro Deus. Porque somente assim Deus é reconhecido por aquilo que é, Absoluto e Transcendente, sem a possibilidade de colocá-lo ao lado de outros deuses, que O negariam como absoluto, relativizando-O. É essa a fé que faz de Israel o povo de Deus; é a fé proclamada no conhecido texto do Shema‘ Israel: "Ouve, ó Israel! O Senhor, nosso Deus, é o único Senhor. Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todas as tuas forças" (Dt 6,4-5). Ao absoluto de Deus, o fiel deve responder com um amor absoluto, total, que comprometa toda a sua vida, as suas forças, o seu coração. E é exatamente pelo coração do seu povo que o profeta, com a sua oração, está implorando conversão: "este povo reconheça que vós, Senhor, sois Deus, e que sois vós que converteis os seus corações!" (1Re 18,37). Elias, com a sua intercessão, pede a Deus aquilo que Deus mesmo deseja fazer, manifestar-se em toda a sua misericórdia, fiel à própria realidade de Senhor da vida que perdoa, converte, transforma.

E é isso que acontece: "Então, subitamente, o fogo do Senhor baixou do céu e consumiu o holocausto, a lenha, as pedras, a poeira e até mesmo a água da valeta. Vendo isso, o povo prostrou-se com o rosto por terra, e exclamou: 'O Senhor é Deus! O Senhor é Deus!'" (vv. 38-39). O fogo, esse elemento ao mesmo tempo necessário e terrível, ligado às manifestações divinas da sarça ardente e do Sinai, agora serve para assinalar o amor de Deus que responde à oração e se revela ao seu povo. Baal, o deus mudo e impotente, não respondeu às invocações dos seus profetas; o Senhor, pelo contrário, responde, e de modo inequívoco, não somente queimando a oferenda, mas mesmo secando toda a água que estava derramada em torno do altar. Israel não pode mais ter dúvidas; a misericórdia divina veio ao encontro da sua debilidade, das suas dúvidas, da sua falta de fé. Então, Baal, o ídolo vão, é vencido, e o povo, que parecia perdido, reencontrou a estrada da verdade e reencontrou a si mesmo.

Queridos irmãos e irmãs, o que diz a nós essa história do passado? Qual é o presente desta história? Antes de mais nada, está em questão a prioridade do primeiro mandamento: adorar somente a Deus. Onde desaparece Deus, o homem cai na escravidão das idolatrias, como mostraram, no nosso tempo, os regimes totalitários e como mostram também diversas formas do niilismo, que tornam o homem dependente dos ídolos, da idolatria; escravizam-no. Segundo. O objetivo primário da oração é a conversão: o fogo de Deus que transforma o nosso coração e nos torna capazes de ver a Deus e, assim, viver segundo Deus e viver pelo outro. E o terceiro ponto. Os Padres dizem-nos que também essa história de um profeta é profética, está– dizem – à sombra do futuro, do futuro Cristo; é um passo no caminho rumo a Cristo. E dizem-nos que aqui vemos o verdadeiro fogo de Deus: o amor que guia o Senhor até a cruz, até o dom total de si. A verdadeira adoração de Deus, portanto, é dar a si mesmo a Deus e aos homens, a verdadeira adoração é o amor. E a verdadeira adoração a Deus não destrói, mas renova, transforma. Certamente, o fogo de Deus, o fogo do amor queima, transforma, purifica, mas mesmo assim não destrói, mas sim cria a verdade do nosso ser, recria o nosso coração. E, assim, realmente vivos pela graça do fogo do Espírito Santo, do amor de Deus, somos adoradores em espírito e em verdade. Obrigado.

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Presente de Deus: o dom da vida

Família: verdadeira escola de humanidade e de valores perenes.

"A família é um fundamento indispensável para a sociedade e os povos, assim como um bem insubstituível para os filhos, dignos de vir à vida como fruto do amor, da entrega total e generosa dos pais. Como pôs em evidência Jesus, honrando a Virgem Maria e São José, a família ocupa um lugar primário na educação da pessoa. É uma verdadeira escola de humanidade e de valores perenes. Ninguém se deu a vida a si mesmo. Recebemos de outros a vida, que se desenvolve e amadurece com as verdades e os valores que aprendemos no relacionamento e na comunhão com os demais. Neste sentido, a família fundada no matrimónio indissolúvel entre um homem a uma mulher expressa esta dimensão de relacionamento, filial e comunitária, e é o âmbito onde o homem pode nascer com dignidade, crescer e desenvolver-se de maneira integral (cf. Homilia na Santa Missa por ocasião do V Encontro Mundial das Famílias, Valença, 9 de Julho de 2006). " Papa Bento XVI

Discurso do Papa Bento XVI no VI Encontro Mundial das Famílias em 2009

DISCURSO DO PAPA BENTO XVI
EM VIDEOCONFERÊNCIA POR OCASIÃO
DA MISSA DE CONCLUSÃO
DO VI ENCONTRO MUNDIAL DAS FAMÍLIAS
Santuário de Nossa Senhora de Guadalupe
Cidade do México, 18 de Janeiro de 2009

Amados irmãos e irmãs
1. Saúdo todos vós com afecto, no final desta solene celebração eucarística com que se está a concluir o VI Encontro Mundial das Famílias, na Cidade do México. Dou graças a Deus pelas inúmeras famílias que, sem poupar esforços, se reuniram ao redor do altar do Senhor.
Saúdo de modo especial o Senhor Cardeal Secretário de Estado, Tarcisio Bertone, que presidiu a esta celebração como meu Legado. Quero expressar o meu afecto e a minha gratidão ao Senhor Cardeal Ennio Antonelli, assim como aos membros do Pontifício Conselho para a Família, por ele presidido; ao Senhor Arcebispo Primaz do México, Cardeal Norberto Rivera Carrera; e a Comissão Central que se ocupou da organização deste VI Encontro Mundial. O meu reconhecimento estende-se a todos aqueles que, com a sua abnegada dedicação e entrega, tornaram possível a sua realização. Saúdo também os Senhores Cardeais e Bispos presentes na celebração, de modo particular os membros da Conferência do Episcopado Mexicano e as Autoridades desta querida Nação, que generosamente hospedaram e tornaram possível este importante acontecimento.
Os mexicanos sabem bem que estão muito próximos do coração do Papa. Penso neles e apresento a Deus Pai as suas alegrias e as suas esperanças, os seus projectos e as suas preocupações. No México, o Evangelho arraigou-se profundamente, forjando as suas tradições, a sua cultura e a identidade das suas nobres populações. É necessário cuidar deste rico património, para que continue a ser manancial de energias morais e espirituais, para enfrentar com intrepidez e criatividade os desafios do presente, e oferecê-lo como dádiva preciosa às novas gerações.
Participei com alegria e interesse neste Encontro Mundial, principalmente com a minha oração, dando orientações específicas e acompanhando atentamente a sua preparação e o seu desenvolvimento. Hoje, através dos meios de comunicação, peregrinei espiritualmente até esse Santuário mariano, coração do México e de toda a América, para confiar a Nossa Senhora de Guadalupe todas as famílias do mundo.
2. Este Encontro Mundial das Famílias quis animar os lares cristãos, a fim de que os seus membros sejam pessoas livres e ricas de valores humanos e evangélicos, a caminho da santidade, que é o melhor serviço que nós cristãos podemos oferecer à sociedade actual. A resposta cristã diante dos desafios, que a família e a vida humana em geral devem enfrentar, consiste em refortalecer a confiança no Senhor e o vigor que brota da própria fé, que se alimenta da escuta atenta da Palavra de Deus. Como é bonito reunir-se em família, para permitir que Deus fale ao coração dos seus membros através da sua Palavra viva e eficaz! Na oração, de forma especial mediante a recitação do Rosário como se fez ontem, a família contempla os mistérios da vida de Jesus, interioriza os valores que medita e sente-se chamada a encarná-los na sua vida.
3. A família é um fundamento indispensável para a sociedade e os povos, assim como um bem insubstituível para os filhos, dignos de vir à vida como fruto do amor, da entrega total e generosa dos pais. Como pôs em evidência Jesus, honrando a Virgem Maria e São José, a família ocupa um lugar primário na educação da pessoa. É uma verdadeira escola de humanidade e de valores perenes. Ninguém se deu a vida a si mesmo. Recebemos de outros a vida, que se desenvolve e amadurece com as verdades e os valores que aprendemos no relacionamento e na comunhão com os demais. Neste sentido, a família fundada no matrimónio indissolúvel entre um homem a uma mulher expressa esta dimensão de relacionamento, filial e comunitária, e é o âmbito onde o homem pode nascer com dignidade, crescer e desenvolver-se de maneira integral (cf. Homilia na Santa Missa por ocasião do V Encontro Mundial das Famílias, Valença, 9 de Julho de 2006).
No entanto, esta obra educativa é dificultada por um conceito errado de liberdade, em que o capricho e os impulsos subjectivos do indivíduo são exaltados a ponto de deixar cada um encerrado na prisão do próprio ego. A verdadeira liberdade do ser humano provém do facto de ter sido criado à imagem e semelhança de Deus, e por isso deve ser exercida com responsabilidade, optando sempre pelo bem verdadeiro, a fim de que se transforme em amor, em dom de si mesmo. Para isto, mais do que teorias são precisos a proximidade e o amor característicos da comunidade familiar. É no lar que se aprende a viver verdadeiramente, a valorizar a vida e a saúde, a liberdade e a paz, a justiça e a verdade, o trabalho, a concórdia e o respeito.
4. Hoje mais do que nunca são necessários o testemunho e o compromisso público de todos os baptizados, para reafirmar a dignidade e o valor único e insubstituível da família fundada no matrimónio de um homem com uma mulher e aberto à vida, assim como da vida humana em todas as suas etapas. Devem-se promover também medidas legislativas e administrativas que ajudem as famílias nos seus direitos inalienáveis, necessários para dar continuidade à sua missão extraordinária. Os testemunhos apresentados na celebração de ontem mostram que também hoje a família pode manter-se firme no amor de Deus e renovar a humanidade no novo milénio.
5. Desejo manifestar a minha proximidade e assegurar a minha oração por todas as famílias que dão testemunho de fidelidade em circunstâncias particularmente árduas. Encorajo as famílias numerosas que, vivendo às vezes no meio de contrariedades e incompreensões, dão um exemplo de generosidade e confiança em Deus, desejando que não lhes faltem as ajudas necessárias. Penso inclusive nas famílias que sofrem por causa da pobreza, da enfermidade, da marginalização ou da emigração. E de maneira muito especial nas famílias cristãs que são perseguidas por causa da sua fé. O Papa está muito próximo de todos vós e acompanha-vos no vosso esforço de cada dia.
6. Antes de concluir este encontro, apraz-me anunciar que o VII Encontro Mundial das Famílias terá lugar, se Deus quiser, na Itália, na cidade de Milão, no ano de 2012, sobre o tema: "A família, o trabalho e a festa". Agradeço sinceramente ao Senhor Cardeal Dionigi Tettamanzi, Arcebispo de Milão, a amabilidade com que aceitou este importante compromisso.
7. Confio todas as famílias do mundo à protecção da Santíssima Virgem, tão venerada na nobre terra mexicana, sob a denominação de Guadalupe. A Ela, que nos recorda sempre que a nossa felicidade consiste em cumprir a vontade de Cristo (cf. Jo 2, 5), digo-lhe agora:
Santíssima Mãe de Guadalupe,
que manifestaste o teu amor e a tua ternura
aos povos do continente americano,
enche de alegria e de esperança todos os povos
e todas as famílias do mundo.
A ti, que precedes e orientas o nosso caminho de fé
para a pátria eterna,
confiamos as alegrias, os projectos,
as preocupações e os anseios de todas as famílias.
Ó Maria,
a ti recorremos, confiando na tua ternura de Mãe.
Não desatendas as súplicas que te dirigimos
por todas as famílias do mundo,
neste período crucial da história,
aliás, acolhe todos nós no teu Coração de Mãe
e acompanha-nos no nosso caminho para a pátria celestial.
Amém!

Salmo 15

"Guardai-me, ó Deus, porque em vós me refugio! Digo ao Senhor: “Somente vós sois meu Senhor”.
Ó Senhor, sois minha herança e minha taça, meu destino está seguro em vossas mãos!
Eu bendigo o Senhor, que me aconselha, e até de noite me adverte o coração.
Tenho sempre o Senhor ante meus olhos, pois se o tenho a meu lado não vacilo.
Eis por que meu coração está em festa, minha alma rejubila de alegria, e até meu corpo no repouso está tranquilo; pois não haveis de me deixar entregue à morte, nem vosso amigo conhecer a corrupção.
Vós me ensinais vosso caminho para a vida; junto a vós, felicidade sem limites, delícia eterna e alegria ao vosso lado! "
O Senhor deve ser sempre nosso refúgio, digo mais, deve ser nosso primeiro e único refúgio. Ele sabe tudo o que se passa conosco, mas espera que voltemos nosso olhar para Ele e digamos com sinceridade o que está em nosso coração. Nosso passado, nosso presente, nosso futuro, tudo está seguro nas mãos de Deus e Ele tudo proverá e dará os meios de alcançarmos a verdadeira felicidade.

Olhe ao seu redor, hoje Deus te ensinará grandes lições nas coisas pequenas.

quarta-feira, 8 de junho de 2011

O que é namorar?

           Namoro é um tempo de conhecimento da outra pessoa, um tempo de belíssimo para viver esse encontro com o outro, conhecer suas qualidades, seus defeitos, seus anseios e aspirações, de comprometer-se para conhecer somente aquela pessoa da minha escolha.
          O tempo do namoro é um tempo de diálogo, de passear juntos, de trocar afetos, de chorar e sorrir, de amar. Ainda não é o tempo de ter relações sexuais com esta pessoa, mas sim de conhecê-la e fazer-se conhecer como pessoa humana.
          Sei que hoje, em nome da dita "modernidade", se um jovem vai numa balada é quase uma questão de "honra" -( e aí eu não vejo honra nenhuma)- que este jovem "fique" com alguém, ou como hoje chamam, "pegue" alguém. Aí está uma verdadeira falta de comprometimento e de respeito para consigo mesmo e para com a outra pessoa.
         Que honra há em usae alguém para meu próprio prazer? O que acrescenta em minha vida esta atitude? Na verdade, uso e sou usado como se eu não valesse nada e nem a outra pessoa.
         Quando você está com alguém que ama, o tempo parece não passar, você faz tudo pensando nessa pessoa, e a todo momento lembra dela.
         O amor é assim, eu me preocupo com o outro, penso nele e quero o bem dele. Quero estar ao seu lado sempre e a cada passo dado no tempo do namoro nos arremessa para os próximos passos, que são o noivado e o matrimônia e aí sim, a entrega de um para o outro num relacionamento íntimo.
         Que Deus o abençoe e ajude a olhar o outro com verdadeiro amor, e a encontrar aquela pessoa que desde sempre Deus preparou pra você.




"Não esteja surpreendido com a sua fraqueza, mas reconheça o que você é e confesse sua infidelidade para Deus, então confie n’Ele e deixe-se abandonar calmamente nos braços do Pai divino, como uma criança nos braços de sua mãe."
São Pio de Pietrelcina

A Prova de Fogo

Muito bom este filme, simplesmente maravilhoso. Não desista de quem você ama.

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Quando começa a vida humana...

            Abaixo transcrevo algumas frases ditas pelo médico, professor e geneticista frances Jerôme Lejeune que descobriu a origem genética da chamada Sindrome de Down sobre o momento em que se dá origem uma nova vida.

"Um único critério mede a qualidade de uma civilização: o respeito que ela prodiga aos mais fracos de seus membros. Uma sociedade que esquece isso está ameaçada de destruição. A civilização consiste, muito exatamente, em fornecer aos homens o que a natureza não lhes deu. Quando uma sociedade não admite os deserdados, ela vira as costas à civilização" .

 "Logo que os 23 cromossomos paternos trazidos pelo espermatozóide e os 23 cromossomos maternos trazidos pelo óvulo se unem, toda a informação necessária e suficiente para a constituição genética do novo ser humano se encontra reunida".

 "O fato de que a criança se desenvolve em seguida durante 9 meses no seio de sua mãe, em nada modifica a sua condição humana."

 "Assim que é concebido, um homem é um homem".

 "Não quero repetir o óbvio, mas na verdade, a vida começa na fecundação. Quando os 23 cromossomos masculinos se encontram com os 23 cromossomos femininos, todos os dados genéticos que definem o novo ser humano já estão presentes. A fecundação é o marco da vida"

 "...Se logo no início, justamente depois da concepção, dias antes da implantação, retirássemos uma só célula do pequeno ser individual, ainda com aspecto de amora, poderíamos cultivá-la e examinar os seus cromossomos. E se um estudante, olhando-a ao microscópio não pudesse reconhecer o número, a forma e o padrão das bandas desses cromossomos, e não pudesse dizer, sem vacilações, se procede de um chimpanzé ou de um ser humano, seria reprovado. Aceitar o fato de que, depois da fertilização, um novo ser humano começou a existir não é uma questão de gosto ou de opinião”.

“A natureza humana do ser humano, desde a sua concepção até à sua velhice não é uma disputa metafísica. É uma simples evidência experimental."

"No princípio do ser há uma mensagem, essa mensagem contém a vida e essa mensagem é uma vida humana".

Texto extraído do site Portal da Familia.

Planejamento Familiar

O planejamento familiar é muito mais do simplesmente falar sobre como vou evitar uma gravidez. O planejamento familiar acontece desde o momento no qual o casal de namorados resolvem assumir um ao outro pelo sacramento do matrimônio. A partir deste momento, é preciso saber do outro suas aspirações como família, quantos filhos querem ter, como irão educá-los, sustentá-los, como ensinarão aos filhos os caminhos da fé. Não adianta dizer "ainda é muito cedo", mas é a partir daí que se inicia o planejamento familiar. Sempre se faz o planejamento antes de executar algo, e não quando acontece.
Li uma frase que diz assim:
"O planejamento não diz respeito a decisões futuras, mas às implicações futuras de decisões presentes"-PETER DRUCKER . Isso é planejar.
Para se construir um lar, uma família sólida, é preciso ter consciência de que ter filhos é ser responsável por uma vida, e não deixar que estes filhos cresçam de qualquer jeito, deixando o mundo educar nos maus caminhos, se eximindo de uma responsabilidade que é própria do pai e da mãe. Os filhos são reflexo do que seus pais ensinaram ou deixaram de ensinar.

O silêncio

“Fique em silêncio quando puder, pois quando estamos sozinhos Deus fala livremente com nossa alma, e a alma fica mais disposta a ouvir a voz de Deus.”
(Padre Pio de Pietrelcina)

As 12 promessas do Coração de Jesus

  1. A minha bênção permanecerá sobre as casas em que se achar exposta e venerada a imagem de meu Sagrado Coração.
  2. Eu darei aos devotos do meu Coração todas as graças necessárias a seu estado.
  3. Estabelecerei e conservarei a paz em suas famílias.
  4. Eu os consolarei em todas as suas aflições.
  5. Serei seu refúgio seguro na vida, e principalmente
    na hora da morte.
  6. Lançarei bênçãos abundantes sobre todos os seus trabalhos e empreendimentos.
  7. Os pecadores encontrarão em meu Coração fonte inesgotável de misericórdias.
  8. As almas tíbias se tornarão fervorosas pela prática dessa devoção.
  9. As almas fervorosas subirão em pouco tempo a uma alta perfeição.
  10. Darei aos sacerdotes que praticarem especialmente essa devoção o poder de tocar os corações mais empedernidos.
  11. As pessoas que propagarem esta devoção terão os seus nomes inscritos para sempre no meu Coração.
  12. A todos os que comungarem nas primeiras sextas-feiras de nove meses consecutivos, darei a graça da perseverança final e da salvação eterna.

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Os ajustes no casamento

Casar sem se ajustar é o mesmo que comprar uma casa pronta e não fazer nenhum reparo. Mais cedo ou mais tarde descobrirão que o cômodo, não é necessariamente o melhor. O carpinteiro que colocou a porta principal da nova casa teve que fazer muitos ajustes até que a porta funcionasse. Mexeu no batente, na porta, nos gonzos e na fechadura. Depois veio o pintor. Os dois levaram quase três dias para ajustar uma porta pré fabricada. É que ela estava preparada, mas não estava pronta.

A ternura é a porta principal do casamento. Por ela entrará a felicidade dos dois e também muita coisa perniciosa. Dependerá do tipo de chave, de trave de segurança e do cuidado que terão com aquela porta. Quando alguém é cioso do que tem não deixa a porta escancarada. Mas para que a porta funcione os dois precisarão fazer ajustes.
Nada mais errado do que um casamento onde um, em nome do seu trabalho ou de sua profissão, ou do projeto que fez para ambos exige que o outro engula tudo. Afinal, dizem, ele (ou ela) está cuidando da felicidade do casal! É o seu ponto de vista, mas não é o dos dois. Quem casa quer amar e ser amado e isso exige gentilezas, atenção, cuidados, proximidade, presença, intimidade e momentos quase sagrados e só deles. E não pode ser nem pouco nem de qualquer jeito. Os ajustes do casamento são fundamentais para que os dois possam viver bem e segurar aquela relação.
Nossa sociedade supervalorizou o indivíduo em detrimento da comunidade. Mas é de comunidade que se trata quando alguém se casa. Quem quer que o outro se adapte, mas não faz nenhum esforço para que a pessoa com quem se casou se sinta bem, prometeu e não cumpriu sua parte do trato. A ternura é fundamental. Se não funcionar vai haver conflitos.
                                                                         
Texto retirado do site da comunidade Shalom escrito por Padre Zezinho, SCJ.

Coração Sagrado - Comunidade Recado

Mês de junho, mês dedicado ao Sagrado Coração de Jesus

No mês de junho, a Igreja vivencia o mês dedicado ao Sagrado Coração de Jesus, fonte de todo amor.
Que neste mês você possa mergulhar neste Coração cheio de Amor e Misericórdia e aprender Dele a alegria verdadeira.





Jesus manso e humilde de coração, fazei o nosso coração igual ao vosso, e ensinai-nos a viver o amor e a reparação.