Os métodos artificiais de planejamento familiar são classificados em hormonais (pílulas, injetáveis e implantes subdermais) espermaticidas (esponjas e geléias), de barreira (capuz cervical, preservativos e diafragma) e os de ação mecânica, combinados ou não com hormônios (DIUs). Alguns ainda incluem a esterilização cirúrgica (ligadura de trompas e vasectomia) e o aborto entre métodos de planejamento familiar.
Além dos efeitos colaterais de todos os métodos artificiais, muitos deles provocam o aborto na fase inicial de vida, no período que vai da concepção (fertilização) à fixação no útero (nidação).
Os anticoncepcionais orais presentes, hoje em dia no mercado, as conhecidas pílulas, têm quatro mecanismos de ação:
1 - produzem a suspensão da ovulação. Neste caso não há fecundação e, conseqüentemente, funcionam como anticoncepcional;
2 - alteram o estado do muco cervical dificultando o acesso do espermatozóide até o óvulo. Aí também funcionam como anticoncepcional;
3) - determinam mudanças no endométrio (parede interna do útero) impedindo a nidação do embrião. Neste caso funcionam como abortivo.
4) alteram a movimentação do óvulo nas trompas. Se este está fecundado resultará em aborto - um microaborto, quando não se dá uma gravidez ectópica (a criança se desenvolve na trompa causando sério risco de vida para a mãe)
Estudos realizados nos EE. UU. demonstraram que a pílula comum pode provocar abortos na proporção de 5% a 10%. Enquanto as mini e micro pílulas (pílulas de baixa dosagem) podem provocar o microaborto em 30% a 50% dos casos.
Estudos comprovam que a pílula apresenta, entre outros, os seguintes efeitos colaterais: distúrbios circulatórios, câncer de mama, câncer cervical, tumores hepáticos, malformação fetal, etc.
Segundo estudos da Associação Médica Inglesa as pílulas causam 130 mudanças hormonais no corpo da mulher, criando uma situação totalmente artificial, substituindo o mecanismo dos hormônios naturais existentes no organismo.
Os DIUs funcionam como um corpo estranho no útero impedindo a nidação do embrião e não eliminando o espermatozóide, como muitos de seus defensores querem fazer crer. Associado ao cobre (DIU de cobre) ou a hormônios têm, os DIUs, o efeito de abortar o bebê em seus primeiros dias de vida.
Os mesmos mecanismos abortivos ocorrem com os implantes hormonais (Norplant).
Recentemente, foi introduzido no mercado a "Pílula do Dia Seguinte" também conhecida como "Contracepção de Emergência". Essa pílula, com alta dosagem de hormônio tem 2 mecanismos de ação:
a) se a mulher não está ovulando a pílula impede a ovulação, funcionando com anticoncepcional. Isso ocorre em 20% dos casos.
b) se já ovulou a pílula impede a nidação, abortando o embrião na fase inicial da vida. Isso ocorre em 80% dos casos.
Fecundação artificial
Muitos casais estéreis, ou que se submeteram a esterilização (vasectomia ou ligação de trompas) vêm recorrendo a fecundação artificial para ter filhos.
Nem sempre esses casais sabem das implicações desse procedimento.
Há várias modalidades de fecundação artificial:
a) fecundação homóloga - quando as células germinativas (óvulo e espermatozóide) são do próprio casal;
b) fecundação heteróloga - quando um dos gametas (óvulo ou espermatozóide) é de uma outra pessoa que não do esposos. Isso caracteriza o adultério.
c) fecundação extracorpórea - quando a fecundação do óvulo se dá fora do corpo feminino. Também conhecida como fecundação "in vitro" (bebê de proveta)
d) fecundação intracorpórea - quando a união do espermatozóide com o óvulo se dá no corpo da mulher com auxílio técnico (Método conhecido como "Gift")
A fecundação artificial é condenada pela Igreja, não somente por atentar contra a lei natural da procriação, como implicar em problemas morais e éticos, além de colocar em risco a vida humana.
Texto retirado do site Portal da Família.

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